segunda-feira, 11 de julho de 2011

E ele não está mais aqui.

Há um tempinho atrás, uma amiga minha teve a brilhante ideia (porque muitas vezes isso não dá certo) de me apresentar a um primo do seu marido. Pessoas solteiras de vinte e tantos anos passam por isso constantemente. Minha amiga, é claro, falou muito bem do rapaz, destacou suas qualidades e contou inclusive sobre a última desilusão amorosa dele (uma história triste por sinal).
O engraçado é que não precisou de nenhum encontro marcado ou alguma situação "armada" pela minha amiga. No instante em que eu estava na casa dela, ele simplesmente apareceu! (ele era primo do marido dela, lembram?) Fomos apresentados e, aparentemente, ele correspondia à descrição feita. Uma pessoa simpaticíssima, agradável, educado, com Deus no coração. Todavia, o propósito real de minha amiga foi frustrado, pois não aconteceu a famosa "química", necessário para ocorrer a "física" e por fim uma "história". Não, não nos tornaríamos um casal, mas nos tornaríamos amigos se o tempo deixasse, se o destino quisesse, se Deus assim permitisse. 
Ele era o tipo de pessoa que gosto de ter por perto: um cristão na essência da palavra, sem ser bitolado, inteligente e super batalhador. Depois do dia em que o conheci, estive com ele umas três vezes. Há pouco mais de um mês, ele me contemplou com uma carona até minha casa e disse: "Ah, então é aqui que a Monique mora!" e emendou com um convite: "Vamos combinar de você pregar na minha igreja? Já ouvi falar de você ministrando..." Eu sorri, disse que depois conversaríamos, me despedi e desci do carro.
Ontem, domingo 10 de Julho de 2011, recebo um telefonema com uma notícia. Ele descobriu onde eu moro mas não me fará uma visita. Eu não vou pregar na igreja dele. Eu não vou mais torcer para que, enfim, ele seja feliz no amor. Ele se foi. A tuberculose o levou.
Nossa relação efêmera se resumiu a uns quatro encontros casuais. Meu coração se entristece, mas também se alegra por tê-lo conhecido. Lidar com a morte não é nada fácil. Para uns é mais difícil que para outros, mas não é fácil pra ninguém que tenha um coração de carne.
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto? João 11: 25-26
A certeza plena só Deus a tem. Mesmo assim, gosto de crer e confiar que ele se encaixa nessa palavra, que está num lugar muito melhor e que lá na glória encontrarei um rapaz sorridente, loiro, de olhos azuis e bochechas tão vermelhas que lhe renderam o apelido de Camarão.

6 comentários:

carol disse...

Bom... depois de milhares de tentativas... gostei do texto fiquei emocionada...e um tanto quanto deprimida apesar não ter conhecido o rapaz...a vida realmente é uma caixinha de surpresas....

Monique Mello disse...

Obrigada pela audiência Karolzita, rs.

Mas não deprime não, que essa história sirva para nos impulsionar a viver plenamente e no caminho de Deus.

BRINDES DA FLOWER disse...

AI AMIGA, Q BONITO, E Q TRISTE.. AMIGA...MOSTRANDO Q TEM TALENTO, NAO TEM SO CANUDO....

Monique Mello disse...

"Brindes da Flower", vc acredita que eu me peguei procurando a opção "curtir" no seu comentário?? Rss* Tô ficando doida.

Anônimo disse...

É pois é e nesse momento passa um filme na sua cabeça, das vezes q vc encontrou do q vc viu, e comigo nao foi mto diferente foram mais ou menos essa quantidade mesmo, e qdo entrei naquela sala fria, impessoal, triste e vi aquele caixão, com tantos sonhos, tanta vida,e ao lado uma mãe aos prantos foi mto dificil conter as lagrimas. Mas a alegria q logo em seguida qdo me dei conta q ele era verdadeirante um homem de Deus....

Anônimo disse...

Chorei...

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